CDS/PP: ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ELEITORAL ENTRE 1991-2011
No caso do CDS/PP é visualmente perceptível que a distribuição espacial dos resultados nos mostra duas realidades bem distintas: a norte do rio Tejo, onde o padrão que traduz a distribuição espacial da votação é caracterizado por tonalidades mais fortes, reflectindo as áreas do território onde o partido obtém as taxas de votação mais altas; a sul, a generalidade dos polígonos é representada por tons mais claros traduzindo uma realidade completamente antagónica, isto é, expressando o facto de nos distritos mais a sul, o partido não conseguir cativar uma parte significativa do eleitorado residente.
Esta configuração espacial traduzida em percentagens de voto, significa que a norte o partido alcança percentagens de votação bem superiores ao valor obtido a nível nacional enquanto a sul, os resultados são inferiores ou mesmo muito inferiores ao valor de referência. Este padrão ao longo do tempo, não apresenta variações significativas, havendo contudo, a registar uma subida das percentagens de voto em algumas freguesias do Alentejo e do Algarve, principalmente a partir das Legislativas de 2005. Se atentarmos no mapeamento correspondente às Legislativas de 2011, verificamos que o bom resultado obtido a nível nacional se espelha nas variações de cor de diversos polígonos nas regiões do Alentejo e Algarve.
Da análise da distribuição espacial ao longo do tempo, destaca-se o facto de nos distritos de Leiria e Aveiro os centristas conseguirem alcançar bons resultados de forma sistemática ao longo dos diversos escrutínios. Haverá por certo, determinadas áreas cuja distribuição espacial da votação do CDS/PP reflectirá a questão do voto táctico (estratégico) e consequentemente, a mobilidade de parte significativa do eleitorado centrista para o PPD/PSD. Esta realidade pressupõe um nível de informação elevado por parte do eleitorado que justifica a reduzida expressão urbana do voto do CDS ao longo do tempo. Este carácter não urbano do voto supõe que o eleitorado centrista valoriza conjunturalmente, os aspectos políticos em detrimento da afirmação partidária.
Comparando os resultados nacionais obtidos pelo partido com os valores da média da população de estudo, verificamos que apenas nas eleições de 1995 e 2011 o valor do resultado nacional foi superior ao valor da média. Por outro lado, comparando os valores da média e da mediana apresentados, verifica-se que o valor da primeira é geralmente maior do que a segunda medida (curva de distribuição de frequência de assimétrica negativa). Curioso o facto de nas Legislativas de 2011, estes dois valores serem praticamente iguais, revelando uma possível simetria da curva de distribuição.
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